A hidroxicloroquina pode ser eficaz contra o Coronavírus

A síndrome respiratória aguda grave potencializada pelo Coronavírus (COVID-19/SARS-CoV-2) representa uma séria ameaça tanto à saúde pública global quanto para as economias locais.


Em 3 de março de 2020, mais de 80.000 casos foram confirmados na China, incluindo mais de 2.900 mortes e mais de 10.500 casos confirmados em 72 outros países. Um número tão grande de pessoas atingidas exige uma demanda urgente de medicamentos eficazes, disponíveis e acessíveis para controlar e diminuir essa epidemia.


Recentemente o fosfato de cloroquina (CQ) mostrou-se eficiente para inibir a infecção por SARS-CoV-2 in vitro. Entre outros em estudos, a CQ parece ser o medicamento ideal para uso em larga escala devido à sua disponibilidade, registro de segurança comprovado e custo relativamente baixo. À luz dos dados clínicos preliminares, a CQ foi adicionado à lista de medicamentos em estudo nas Diretrizes para o diagnóstico e tratamento do COVID-19 (sexta edição) publicada pela Comissão Nacional de Saúde da República Popular da China.



O fosfato de cloroquina tem sido muito utilizado no tratamento da malária e da amebíase. Entretanto, devido à utilização pouco frequente na prática clínica nos últimos anos, sua produção e oferta de mercado foram bastante reduzidas, ao menos na China.


Já o sulfato de hidroxicloroquina (HCQ), um derivado da CQ, foi sintetizado pela primeira vez em 1946 e demonstrou ser menos tóxico do que a CQ em animais. Mais importante, a HCQ ainda está amplamente disponível para tratar doenças autoimunes, como lúpus e a artrite reumatoide. Como a Cloroquina e a Hidroxicloroquina compartilham estruturas e mecanismos químicos semelhantes, a HCQ pode ser uma candidata a medicamento mais potente para tratar a infecção por SARS-CoV-2. Porém, isso ainda carece de evidências experimentais.


Os cientistas relatam que a absorção oral de CQ e HCQ em humanos é muito eficiente. Nos animais, os dois medicamentos compartilham padrões semelhantes de distribuição tecidual, com altas concentrações no fígado, baço, rim e pulmão, atingindo níveis 200 a 700 vezes superiores aos do plasma. Portanto, com uma dosagem segura, é provável que seja alcançada a concentração ideal de HCQ nos tecidos acima para inibir a infecção por Coronavírus.


Além de sua atividade antiviral direta, a HCQ é um agente anti-inflamatório seguro e bem-sucedido que tem sido amplamente utilizado em doenças autoimunes. Portanto, em pacientes com COVID-19, a HCQ também pode contribuir para atenuar a resposta inflamatória.


Em conclusão, os resultados dos estudos científicos mostram que a HCQ pode inibir eficientemente a infecção por COVID-19 in vitro. Em combinação com sua função anti-inflamatória, os cientistas preveem que o medicamento tenha um bom potencial para combater a doença, embora a possibilidade aguarde confirmação por ensaios clínicos.


Fonte: https://www.nature.com/articles/s41421-020-0156-0


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