Caminhada Nórdica: muitos motivos para você praticar

Conta a lenda que um finlandês mesmo após a temporada de inverno, queria continuar se exercitando e, sem a neve para esquiar, ele passou a utilizar os bastões do esqui para caminhar. Nascia então a Caminhada Nórdica. Praticada inicialmente na Dinamarca, na Noruega, na Suécia, na Finlândia e na Islândia, a modalidade vem ganhando muitos adeptos pelo mundo.

O Dr. Fabio Ravaglia, cirurgião ortopedista, conheceu a Caminhada Nórdica em 2010 na Suécia e a trouxe para o Brasil, sendo pioneiro na difusão da modalidade através dos eventos do Projeto Cidadania do Instituto Ortopedia e Saúde.

Segundo ele, esta é uma modalidade que pode ser praticada por quase todas as pessoas e seus benefícios são muito importantes envolvendo 90 % dos grupos musculares com redução de impacto nas articulações dos membros inferiores. “A caminhada nórdica pode ser recomendada para quem tem problemas em articulações de joelho, quadril e coluna vertebral, porque reduz em 30% a carga sobre o aparelho locomotor”, explica o Dr. Fabio. “Nesta modalidade, os membros superiores são utilizados em cada passo, o que estimula os músculos do tórax, do dorso, dos ombros, do abdome, da coluna, além de outros grupos musculares, incluindo tríceps e bíceps. O estímulo é abrangente, chegando a envolver o corpo inteiro, o que amplifica os benefícios”, complementa.

Várias pesquisas já foram realizadas sobre os benefícios que a Caminhada Nórdica pode proporcionar à saúde.

Mal de Parkinson: a URFGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) realizou pesquisa sobre os efeitos da modalidade para quem possui Mal de Parkinson com 33 pessoas, maiores de 50 anos, sendo 17 delas submetidas às atividades da caminhada tradicional e 16 à caminhada nórdica. As sessões foram conduzidas por uma equipe multidisciplinar com a avaliação de diversos fatores como: sintomas motores, equilíbrio corporal, mobilidade funcional, velocidade da caminhada, função cognitiva, sintomas depressivos e qualidade de vida. Nas duas modalidades foram observadas melhora nos grupos, porém a velocidade da marcha foi maior para o grupo da caminhada nórdica, assim como o controle motor, o equilíbrio e a mobilidade funcional, esta modalidade apresentando um menor risco de quedas.

Idosos: Segundo outro estudo da Universidade de Brighton, na Inglaterra, praticantes de Caminhada Nórdica possuem frequência cardíaca 13% menor e queimam 25 % mais calorias que na caminhada tradicional.

Osteoporose: na Universidade de Graz, Áustria, outra pesquisa revelou que houve um aumento de densidade óssea e uma melhora ainda maior na densidade da coluna para mulheres portadoras de osteoporose, confirmando a importância da modalidade na prevenção e tratamento da doença.

Câncer de Mama: tese publicada na Universidade de Northern Colorado revelou que após andar 8 semanas com bastões, as mulheres pós tratamento de câncer de mama que participaram do estudo tiveram a estrutura muscular dos ombros melhorada significativamente.

Saúde Mental: após 12 semanas de caminhada nórdica durante 30 a 45 minutos por sessão um grupo estudado apresentou melhora psicológica, diminuição significativa nos quadro de depressão, raiva, fadiga e alterações de humor, segundo pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Lacrosse. Segundo apuraram, a padronização cruzada de braços e pernas de forma ritmada oferece uma experiência agradável ao praticante.

Na Alemanha, onde existem 6 milhões de adeptos foram criadas variações da modalidade sendo que a caminhada nórdica a partir de 130 passos por minuto (recomendada somente para os experientes) é chamada de power walking. Uma outra variação é o wogging walking que utiliza peso nos pulsos e calcanhares; o hill walking são as escaladas; e o acqua walking, praticado dentro d’água.

10 motivos para você conhecer a Caminhada Nórdica e se apaixonar!

1. Aumento da resistência e da força muscular cardíaca;

2. Melhora da resistência e força muscular dos membros superiores;

3. Aumento da frequência cardíaca;

4. Queima mais calorias (450 cal/hora) em comparação à caminhada tradicional (250/hora) - o que se reverte em consequente perda de peso.

5. Maior equilíbrio e estabilidade, devido ao uso dos bastões;

6. Diminuição do impacto nas articulações de quadril, joelho e tornozelo;

7. Preservação da densidade óssea para ossos e coluna;

8. Extensão do comprimento do passo e da velocidade da marcha;

9. Melhora da postura e redução dos riscos de dores lombares;

10. Auxílio e propulsão na subida em locais íngremes para pessoas da terceira idade.

O importante mesmo é experimentar essa atividade que reúne tantos benefícios. Recomenda-se começar em terrenos planos com os bastões adequados à altura de cada um.

Fontes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Secom

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