Óleos essenciais como candidatos a medicamentos


Ao contrário do que é largamente aceito pela comunidade científica, a maioria dos componentes dos óleos essenciais pode atender aos critérios estabelecidos para os candidatos a medicamentos, afirmam pesquisadores belgas. E não é que os cientistas tivessem má-vontade contra os óleos essenciais: É que essa nova possibilidade está sendo criada agora, graças a desenvolvimentos nos métodos de análises e manipulação dessas substâncias tão especiais. Componentes dos óleos essenciais são as substâncias que formam esses óleos, por sua vez misturas complexas de metabólitos vegetais obtidos por vários métodos, incluindo destilação a seco ou a vapor, prensagem, etc.


Os óleos essenciais são evitados na pesquisa de novos medicamentos - Nas últimas décadas, a descoberta de novos medicamentos migrou das pesquisas sobre medicamentos naturais, já conhecidos da chamada medicina popular, para a triagem de alto rendimento de grandes bibliotecas químicas produzidas sinteticamente, feitas inclusive por robôs ou por programas de inteligência artificial. "Os produtos naturais, como óleos essenciais e seus componentes, são frequentemente evitados na pesquisa de novos medicamentos, por exemplo, porque eles são relativamente hidrofóbicos e voláteis. Isso pode causar interferência durante a triagem de alto rendimento" explica o professor Patrick Van Dijck, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.


Novos medicamentos naturais - Essa situação está prestes a mudar, afirmam os pesquisadores. Desenvolvimentos técnicos recentes, combinados com restrições ao uso de alguns produtos químicos, levaram a um interesse renovado na descoberta de medicamentos a partir de produtos naturais, com novos métodos sendo desenvolvidos para estudar os óleos essenciais e seus componentes. "Como a maioria das barreiras técnicas foi removida, eu me perguntava se evitar os óleos essenciais e seus componentes na descoberta de medicamentos ainda se justificaria. Assim, avaliamos certos parâmetros usados na descoberta de medicamentos convencionais para mais de 600 componentes de óleos essenciais para avaliar seu potencial como candidatos a medicamentos," contou o Dr. Adam Feyaerts, coautor da análise. A equipe analisou todas essas técnicas, incluindo as que eles próprios desenvolveram, mostrando que os componentes dos óleos essenciais podem ser avaliados usando os filtros já implementados pela indústria farmacêutica, sem necessidade de grandes modificações nos laboratórios ou fábricas.


Fontes promissoras de novos medicamentos - "Nossas descobertas sugerem que os componentes dos óleos essenciais podem ser fontes promissoras de novos medicamentos e merecem mais atenção, especialmente se forem originários de óleos essenciais que já demonstraram benefícios clínicos. Os componentes dos óleos essenciais também têm propriedades únicas que podem ser úteis para algumas aplicações terapêuticas, como doenças pulmonares ou das vias aéreas, administração transdérmica e doenças do sistema nervoso central. Atualmente, um número relativamente grande de óleos essenciais e seus componentes já estão disponíveis como suplementos alimentares, mas apenas alguns fizeram a transição para os medicamentos," concluiu Feyaerts.


Texto extraído do artigo entitulado “Striking essential oil: tapping into a largely unexplored source for drug discovery”, dos autores Adam F. Feyaerts, Walter Luyten, Patrick Van Dijck, publicado na revista Nature Scientific Reports.


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